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Como justificar a demissão do emprego anterior, na entrevista de emprego?

Em meio à atual crise da economia, muitos brasileiros estão sendo demitidos. Algumas empresas agem de forma ética e explicam, de forma sincera, o motivo da demissão. Outras não dizem nada, e há ainda aquelas que mentem. Dão o crédito à crise, ainda que o profissional tenha sido desligado porque não atendeu às expectativas da organização.

As hipóteses são inúmeras, e a primeira reação do profissional, diante de um desligamento, é ficar abalado e angustiado.

Mas a vida deve continuar. Por isso, ele começa a mandar currículos. Logo, é chamado para participar de processos seletivos. Nas entrevistas de emprego, porém, se depara com uma pergunta difícil de responder: qual foi o motivo da demissão do seu último emprego? O frio na barriga é inevitável, assim como a lembrança daquele momento angustiante.

O que responder

Em primeiro lugar, seja sincero, sempre. Em segundo, busque os fatos, e não entre no âmbito emocional da questão. A recomendação é da gerente de Desenvolvimento Organizacional da Caliper, Alessandra dos Santos Moura.

“Ao responder a pergunta, seja objetivo. Não se mostre emotivo nem julgue a decisão da empresa de demiti-lo”, explica a especialista. Segundo ela, é provável que, em uma entrevista de emprego por competências, o selecionador faça perguntas como “O que, dentro de um projeto que realizou, você mudaria?”; e “Se tivesse a chance de voltar no tempo, que decisão tomada no emprego anterior você mudaria?”.

No entanto, existe também a possibilidade de que sejam feitas perguntas como “Quantas pessoas de sua equipe foram demitidas? Por que você acredita que foi o escolhido pela empresa, e não outra pessoa de sua equipe?”. Nessas horas, o ideal é falar a verdade, mesmo que isso implique admitir erros passados.

“Não omita fatos nem crie situações que não eram verdadeiras, porque isso será percebido mais tarde, se acabar sendo contratado. Além disso, o selecionador irá analisar a percepção do candidato acerca da demissão, e o quanto ele refletiu sobre suas conquistas, e também sobre seus erros”, sublinha Alessandra. Em outras palavras, se o profissional tiver aprendido com seus erros passados, isso pode contar pontos no processo seletivo.

“As perguntas vão buscar os fatos, e não terão o objetivo de julgar o candidato. Ou seja, o contratante não quer saber do erro cometido pelo profissional em si, mas como ele lida com a situação”, garante ela. “Mesmo porque, às vezes, o profissional não se adaptou à última empresa, ou ao estilo de gestão da mesma, o que não significa que ele não irá se adaptar à outra organização”, acrescenta.

Seja otimista

Para quem foi demitido e está à procura de uma colocação, a melhor dica é: seja otimista. “Nosso trabalho demonstra que os otimistas têm uma carreira mais bem-sucedida”, garante a gerente da Caliper. Para tanto, é preciso não levar a questão da demissão para o lado pessoal e saber lidar com esse momento de transição.

É normal que o profissional fique abalado, mas ele deve saber que, muitas vezes, a decisão da empresa foi baseada em números. O empresário precisava reduzir seu quadro, porque passava por dificuldades financeiras. Pode ser que, em outra situação, de bonança, ninguém tivesse sido demitido.

“Reflita sobre seu histórico profissional, as conquistas obtidas ao longo da carreira, seus pontos fortes, o que tem para agregar para a outra empresa, e se mantenha otimista, enquanto busca por uma nova oportunidade”, conclui Alessandra.

Fonte: www.administradores.com.br – Por Karin Sato – InfoMoney

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