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É preciso possuir todos os pré-requisitos para concorrer a uma vaga?

Cada vez mais o mercado exige uma melhor qualificação do candidato e enumera uma lista de exigências que esse profissional deve possuir para concorrer ao cargo. Às vezes, acontece de existir vagas que possuem um pouco mais de exigências na qualificação do que a pessoa possui. Isso faz com que alguns profissionais descartem a possibilidade de concorrer para aquele emprego na mesma hora. Mas, é necessário atender todos os requisitos descritos nas vagas?

Fernando Montero, consultor de RH da Human Brasil, explica que os candidatos não precisam, necessariamente, ter todos os requisitos exigidos pelo contratante. “É claro que, no ‘mundo de seleção ideal’, as empresas buscam o encaixe perfeito. Porém, por vezes, em função da limitação da disponibilidade de profissionais 100% adequados, é possível que o selecionador seja forçado a adotar a regra de contratação por similaridade”, explica o especialista.

Paula Galvão, consultora em RH e sócia da Kombo, relata que um bom recrutador sabe que não existem um ‘super-homem’ ou uma ‘super-mulher’ que contemple todos os requisitos exigidos em uma vaga. “O candidato precisa se preocupar em atender os requisitos essenciais da vaga. E este conceito, do que é essencial para uma vaga, varia de empresa para empresa. Empresas mais conservadoras em sua gestão de pessoas ainda valorizam muito o conhecimento técnico para a execução das atividades. Já, empresas mais inovadoras consideram essencial possuir profissionais que tenham atitudes como facilidade de aprendizagem, proatividade e comprometimento”, ressalta Paula Galvão.

Eliane Figueiredo, diretora-presidente da Projeto RH, compartilha da mesma opinião e acrescenta que, em muitas vezes, o candidato pode complementar as suas qualificações já trabalhando na empresa. “Claro que algumas competências são essenciais e não podem ser descartadas, como uma especialização exigida ou um idioma fluente. Porém, há outras exigências que podem ser adquiridas no dia a dia do trabalho, por meio de cursos, treinamentos ou coaching, quando se tratar de competências pessoais”.

Eliane Figueiredo ressalta, ainda, que além da experiência, currículo e uma boa formação acadêmica existem outros fatores que influenciam na escolha de um pretendente. “O candidato precisa demonstrar acima de tudo a vontade para desenvolver o trabalho e disposição para se comprometer com a empresa. Costumamos dizer que a empresa escolhe o candidato, ao mesmo tempo em que o candidato escolhe a empresa.

Já a consultora Paula Galvão aponta outro fator que pode fazer a diferença na avaliação. “Atualmente, se fala muito em resiliência, que é a capacidade de suportar pressões, crises ou situações difíceis sem afetar a entrega de resultados. Outros aspectos como a proatividade, o comprometimento, a facilidade de aprendizagem e a criatividade também são muito visados, pois servem como suporte para a resiliência. Independente da atuação do profissional, estas características sempre farão a diferença.”

Fonte: site Administradores, 11/12/2009. Link para o texto.

11/Dec Sem categoria
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4 comentários
  1. Notáveis esclarecimentos. Obrigado.

    Comentário por Danilo — 28 de dezembro de 2009 @ 12:50
  2. Boa tarde,

    Preciso fazer uma pergunta:

    O que se deve entender por ser “proativo” exercer a proatividade?

    Aguardo,

    Obrigada

    Comentário por Rosangela — 2 de março de 2010 @ 14:28
  3. Bom dia Rosangela,
    De uma olhada em nosso novo post, acredito que vai responder sua pergunta.
    Espero que goste.

    Comentário por anapaula — 3 de março de 2010 @ 11:41
  4. Boa noite,
    Perguntei sobre proatividade, pq trabalho num lugar onde a proprietária sempre incita seus funcionários a serem próativos. No entanto, quando qualquer um deles, e eu estou incluida neste ról de pessoas, exerce a tal proatividade, o mínimo que recebe é uma bronca vergonhosa.
    Por exemplo: ao receber por email uma solicitação que deveria ser respondida com urgência depois de preenchida por uma pessoa da coordenação, coincidentemente a filha da proprietária, ao não encontrá-la redirecionei a ela o email em questão. Por esse motivo, ganhei uma feroz repreensão seguida da proibição de repetir a situação.
    Esclareço que o email que utilizei, não foi o pessoal; que nem tenho, mas o profissional.
    Por isso fiz a pergunta.
    E pergunto mais: Fui “inxirida” ou procurei utililzar a proatividade?
    Obrigada

    Comentário por Rosangela — 10 de março de 2010 @ 1:50
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