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Planejamento 2009: mais qualidade de vida na agenda

Um dos mais populares talismãs japoneses de sorte, o boneco Daruma sugere um significado que transcende a simples renovação de objetivos e desejos. Em formato arredondado, madeira ou papel-machê, corpo pintado de vermelho, rosto branco e dois olhos sem pupilas, esse boneco do desejo é um símbolo de perseverança, flexibilidade e determinação. Reza o costume que um dos olhos é pintado no primeiro dia do ano, ao se fazer um desejo, e o outro, somente quando o desejo tornar-se realidade. A proximidade de um novo ano sempre leva as pessoas a refletir, fazer planos e projetos que possam dar conta dos seus desejos mais caros. A pergunta inevitável é: como montar um calendário com mais qualidade de vida para 2009? Ainda que o planejamento seja focado em perspectivas e conquistas profissionais, os projetos pessoais não podem faltar nessa agenda.

 Para o especialista em Planejamento Estratégico Eurico Gushi, da Criaviva Consultoria, o ponto de partida é o auto-conhecimento, ou seja, ter uma visão clara dos próprios valores. Só assim será possível definir prioridades na vida profissional e pessoal para se chegar a uma proposta equilibrada e, mais importante, de execução possível.

 “Primeiro é preciso definir o que é qualidade de vida”, afirma Gushi. Ele cita a teoria da motivação de Maslow – que estabelece uma hierarquia de importância e influência na organização das necessidades humanas – como referência para definir esse elenco de projetos para o planejamento. Auto-realização, status, estima, afeto e segurança estão entre as principais motivações das pessoas, mas cada um precisa determinar suas prioridades.

Diga não à cópia malfeita

O consultor da Triade, Christian Barbosa, que atua na área de gerenciamento do tempo e produtividade pessoal e empresarial, assinala que o próximo ano sugere um cenário de maior exigência, devido à conjuntura econômica, e que será preciso “fazer mais com menos e não deixar que 2009 seja uma cópia malfeita de 2008″. Por isso, ele acredita que revisar os próprios objetivos é um caminho seguro para ter foco e não perder tempo.

 Os projetos pessoais não exigem procedimento diferente do planejamento profissional para serem incluídos na agenda. Da mesma forma como se decide investir num MBA ou no aperfeiçoamento de um idioma, é possível estabelecer metas para fazer um curso de mergulho, treinar para uma competição esportiva ou freqüentar sessões de acupuntura. Elaborar duas listas – com focos e stops -, definindo prioridades por ordem de importância, é a sugestão do especialista. Os cinco primeiros itens de cada lista devem ter um plano de ação detalhado. E por que não reservar, mesmo no tumulto do final de ano, algumas horas para se dedicar apenas a esse planejamento?

 Barbosa ressalta que não adianta fazer muitos planos e que o ideal é focar uns poucos objetivos, definindo ações práticas e de curta duração, que levem em conta indicadores também financeiros. “De nada adianta repetir o ciclo da empolgação inicial, definição e, depois, o completo esquecimento”, adverte.

 “O ideal é juntar entusiasmo, motivação e comprometimento”, num exercício individual que precisa conjugar fantasia e realidade, observa Eurico Gushi. Além do desejo e do resultado que se imagina alcançar ao longo do ano, ou mesmo em metas de maior prazo, é imperioso definir condições para que as propostas de colocar mais qualidade de vida em 2009 possam ser concretizadas.

 Criar pontos de controle, acrescenta Christian Barbosa, é um instrumento para certificar-se de que as promessas não serão deixadas de lado ao longo do ano. “Agendar uma reunião bimestral com você mesmo para avaliar resultados, revisar planos e metas pode ser uma boa idéia”, sugere.

 Se o planejamento juntar percepção e auto-conhecimento, tiver doses de bom senso e orientação clara para o resultado, basta colocar em prática com organização e decisão. Depois… é só pintar a outra pupila do Daruma – ou de quantos Darumas 2009 pedir.

Fonte: Site CanalRH 19/12/2008 Valéria Ignácio

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