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Dez riscos que podem comprometer seu negócio

Quais os maiores riscos para o seu negócio? Se esta é uma questão que esquenta sua cabeça e ocupa suas planilhas de planejamento, uma lista recém divulgada pela consultoria Protiviti pode ajudar.A consultoria entrevistou mais de 150 executivos de companhias norte-americanas listadas na Fortune e identificou não um, mas dez quesitos que podem ameaçar as empresas. Anote aí: concorrência, satisfação do cliente, ambiente regulatório, segurança da informação, mudanças no mercado, mercado financeiro, reputação e marca, aspectos legais, inovação tecnológica e recursos humanos.

No caso da TI, o maior risco reside no acesso, uso e segurança dos dados, garante o managing director da Protiviti Brasil, Waldemir Bulla. “O risco à integridade das informações em tecnologia se materializa mais até mesmo do que o aspecto regulatório”, explica ele.

Isto porque o gerenciamento da informação depende de cuidado e atenção constantes dos próprios executivos: as empresas precisam estruturar uma política de proteção das informações, mantê-la ativa, e avaliar freqüentemente sua eficiência e o cumprimento da mesma.

No aspecto regulatório, a questão é mais abrangente, dependendo de governos e instituições. E, para Bulla, no Brasil a TI está bem atendida neste sentido.

“Na área tecnológica estamos muito bem em relação a regulamentações. O país está bem equipado neste sentido. É só olhar para ver tudo o que aconteceu há pouco nos Estados Unidos para ver que o mundo aqui é mais regulado. Lá, a falta de regulamentação específica, por exemplo, sobre as regulações financeiras das instituições, acabou materializando um risco e provocou o que todos estamos vendo”, explica ele.

Por conta deste cenário regulatório que considera favorável à TI, Bulla acredita que as empresas brasileiras sofrerão menos impactos da crise financeira internacional. No quesito recursos humanos, porém, o nó aperta.

“O risco de RH aparece porque cada vez fica mais forte a dependência de recursos humanos, que nem sempre são abundantes. O aspecto do recurso humano tem de ser muito bem administrado, tem que ser minimizado, porque vivemos em um mundo globalizado”, destaca Bulla. “No Brasil, anteriormente tínhamos uma economia fechada, e esse risco era limitado porque não existia tanta disponibilidade de empresas. Hoje é diferente, há mais oferta e você está suceptível a perder elementos chaves do capital humano de sua estrutura”, complementa.

Entretanto, há como se safar, explica o diretor. Basta arquitetar uma política bem estruturada de atenção aos recursos humanos, que comece pela captação direcionada aos objetivos do negócio em si, e não apenas da área de atuação; e também contemple planos de carreira, incentivos e, especialmente, qualificação constante.

Dentre os dez riscos listados, porém, o único que afeta a todos os setores da economia é a concorrência. Em alguns segmentos, é claro, esta é uma ameaça mais evidente. No varejo, por exemplo, por ser uma área muito pulverizada.

Mas como ninguém está imune, a solução é gerenciar: analise seu mercado, conheça-o e esteja sempre de olho. As suas estratégias importam, mas as dos concorrentes também, e muito. Acompanhe tudo de perto sempre, aconselha a Protiviti.

Aliás, gerenciamento é a palavra chave para não sofrer com qualquer um dos dez riscos elencados pela consultoria. “Não há como eliminar riscos, mas há como geri-los. Para isso, é preciso ter uma clara política dentro de seu segmento de negócio – primeiramente, conheça-o e saiba quais as maiores ameaças dentro dele”, comenta Bulla. “Ajuda se você dividir os riscos em estratégicos, de processos e de informações”, acrescenta.

Os estratégicos são aqueles diretamente relacionados ao modelo de operação da empresa. Ou seja, no varejo, um risco estratégico é a competição, por exemplo. Já os de processos são os que podem impactar a execução deste modelo de negócio. Nesta categoria residem as ameaças financeiras, de cash flow, de crédito, as contratuais e as de governança corporativa, entre outras.

Já os riscos de informações são relacionados às tomadas de decisão. Isto é: informação é bem, e é preciso cuidá-la, estudá-la e selecioná-la com embasamento em uma política abrangente de negócios antes de usá-la para definir qualquer ação.

Em suma, os riscos existem, são muitos e é preciso conhecer e gerenciar todos eles para manter uma empresa saudável. Sem desespero: para quem não está preparado, há mercado também para quem ajuda neste processo.

“As organizações estão conscientes de que gerenciar riscos é investimento. Em função do cenário econômico, da globalização e de tudo que está acontecendo, as companhias já descobriram que, para garantir a sobrevivência em alguns momentos, é preciso chamar ajuda especializada, e o mercado oferece diversas opções para isso”, finaliza o diretor.

Fonte: baguete.com.br 09/01/2009

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