Kombo Empresa

RH – tudo anda em círculo.

É muito interessante como a economia mundial anda em círculos. Em novembro de 2001, na edição 1726 da veja, Stephen Kanitz publicou uma história muito interessante que aconteceu durante o seu MBA em Harvard.Ele conta que durante uma das aulas, o cenário apresentado era o seguinte: você, um diretor de uma fábrica de geladeiras com boas expectativas de crescimento decide duplicar a fábrica. No meio da construção da nova planta economistas americanos prevêem uma recessão. Para evitar o pior, a diretoria decide cortar os gastos em 20 milhões de dólares, sendo sua missão determinar onde e como isso deve ocorrer.

Após ser chamado para dar uma parecer inicial, um dos alunos começa relatando que primeiramente mandaria embora 620 funcionários não-essenciais, economizando 12 milhões de dólares. Também postergaria os gastos com publicidade e 95% dos gastos em projetos sociais, com a visão de que se deve pensar primeiramente na sobrevivência da própria empresa antes de se pensar em projetos sociais.

Após a exposição o professor olhou para o aluno e gritou:
– Levante-se s saia da sala.
– Desculpe professor, eu não entendi, disse ele meio aflito.
– Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar. Eu disse: PARA FORA! Nunca mais ponha os pés aqui em Harvard.

Todos os alunos ficaram bastante surpresos e assustados. Entretanto, antes do aluno sair da sala, o professor fez seu último comentário:

-Agora vocês sabem o que é ser demitido. Ser demitido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo em todo mundo. Nunca mais na vida demitam funcionários como primeira opção. Demitir gente é sempre a última alternativa.

A história de Kanitz é muito interessante não somente pelo conteúdo, mas porque acabamos nos esquecendo facilmente disso.

A maior lição que tiro quando leio essa história, que como mencionei anteriormente está na veja de novembro de 2001 (mais de 7 anos atrás) é que a história se repete muitas vezes e parece que nunca aprendemos com ela. Estamos no meio de uma grande crise agora – mas não será a primeira nem a última, muito menos a pior. Quem faz a empresa funcionar são as pessoas e por isso são o maior valor de uma empresa. Realmente, pensar em demissão como primeira opção pode ser um grande tiro no pé. Aliás, se existiam tantos funcionários “não-essenciais” porque não foi enxugado antes então? Será que só pensamos em empresa ágil quando estamos com a corda no pescoço?

Vamos pensar nisso RHs, e não podemos aceitar que os Diretores de nossas empresas acreditem que esta é solução e princnipalmente usar este momento como uma excelente oportunidade para avaliar e desenvolver as pessoas.

13/fev Blog
RH
0 comentário
Esse post ainda não possui comentários.
Deixe um comentário

Os campos marcados com um asterisco * são de preenchimento obrigatório

Últimos posts
Calculando o custo do recrutamento e seleção 31/08/2016 - Nenhum comentário
4 motivos para não receber currículos por e-mail 21/07/2016 - Nenhum comentário
O futuro das consultorias de RH 28/06/2016 - 4 comentários