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Pesquisa aponta que cerca de 60% das empresas brasileiras não têm planejamento de carreira para profissionais de TI

OS NÚMEROS

58,9% das empresas não têm plano de carreira definido em TI

Investimentos no setor:

· 28,9% investem de R$ 100 mil a R$ 1 milhão;

· 31,1% investem de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões;

· 16,1% investem de R$ 10 milhões a R$ 100 milhões;

Profissionais:

· 45% são pós-graduados;

· 65% tem entre 11 e 30 anos de mercado;

· 34,4% tem fluência em inglês;

· 56,7% das empresas não têm CIO;

· 22,2% dos CIO’s constituíram carreira na área;

· 13,3% dos CIO’s estão na empresa entre
11 e 30 anos;

Fonte: Pesquisa Perspectiva do Investimento no Profissional de TI realizada pelo instituto Exin

Ficha técnica do estudo

Pesquisa realizada com 180 profissionais de TI ao longo dos meses de Agosto e Setembro de 2008. Estes profissionais são ocupantes de cargos de média gerência e subordinados, e atuam majoritariamente no setor privado. Cerca de um terço atua em empresas do setor de TI, que prestam serviços de outsourcing para o mercado corporativo, enquanto o restante atua de forma direta no mercado corporativo. Amostra de cobertura nacional. Margem de erro de aproximadamente: 6,8%.

“Ao longo do trabalho, percebemos que o tema da pesquisa faz parte das preocupações de todos os profissionais da área, tornando-os muito dispostos a cooperar com informações sobre sua realidade”, afirma Roberto Mayer, responsável pela coordenação do estudo.

O Exin, instituto holandês independente e sem fins lucrativos, que desenvolve, organiza e realiza exames educacionais na área de tecnologia da informação, encomendou a pesquisa Perspectiva do Investimento no Profissional de TI, com o objetivo de mapear a qualificação da capacitação humana no setor de Tecnologia da Informação no Brasil. A principal conclusão do estudo realizado pela MBI, sob a coordenação de Roberto Mayer, aponta que nas empresas de 58,9% dos profissionais entrevistados não há plano de carreira definido.

“Estes dados confirmaram minha percepção de que a área de TI não se preocupa em definir uma estratégia de desenvolvimento profissional como acontece com outras áreas dentro das organizações”, afirma Luciana Abreu, gerente regional do Exin no Brasil. “O dado de 58,9% somado aos 39%, que indicam que boa parte dos investimentos na profissionalização está destinada para treinamentos técnicos, corroboram apenas a necessidade de suprir um vácuo imediato do setor e não de se preparar uma futura carreira para o profissional”.

Altos valores de investimentos destinados para a área de TI já fazem parte deste cenário: 31,1% investem de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por ano; 28,9% de R$ 100 mil a R$ 1 milhão; e 16,1% de R$ 10 milhões a R$ 100 milhões. A boa qualificação dos profissionais também: 45% deles são pós-graduados, principalmente em Informática e Administração, do alto grau de experiência, 65% tem entre 11 e 30 anos de mercado, e da fluência em inglês, 34,4%.

Entre os profissionais entrevistados, apenas 43,3% afirmam que a empresa onde trabalham possui um CIO. Diante deste cenário, 13,3% dos diretores estão na instituição entre 11 e 30 anos, mesmo exercendo outras funções anteriormente, e 10,6% estão há, no máximo, cinco anos. Aqueles que exercem a função há, no máximo, cinco anos, somam 17,3%. De forma geral, 22,2% dos CIO´s construíram suas carreiras dentro da área de TI. No governo, este número passa para 50%, 46,2% em infra-estrutura e 42,9% em finanças.

“As conclusões feitas pelos entrevistados apontam para uma visão de que o mercado dá oportunidade a quem está há muito tempo na casa, ou, quando isso não é possível, traz o profissional de outras empresas e segmentos, ao invés de preparar e formar suas equipes para os postos de liderança”, alerta Luciana.

Porém, o estudo aponta ainda um alto índice de empresas que não possuem CIO, 56,7%. “As companhias brasileiras, principalmente as de pequeno e médio porte, ainda não entenderam a importância de se ter um diretor de Tecnologia da Informação que irá também olhar para o negócio da empresa”, analisa Luciana. Do universo das empresas que não possuem CIOs, encontram-se companhias de segmentos diversos como indústrias (55,1%), atacado e varejo (54,5%) e setor agropecuário (42,9%), principalmente.

Fonte: Site Noticenter

17/fev Sem categoria 0 comentário
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