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Sem poder exigir experiência anterior, RH investe em seleção por competências

Relatar com detalhes a sua experiência profissional pode ser um grande diferencial competitivo na hora de concorrer a uma vaga de emprego – sobretudo em tempos de crise, já que as oportunidades tendem a ficar mais escassas. Porém, as empresas não podem exigir dos candidatos a emprego a comprovação de experiência de mais de seis meses na mesma atividade.

A Lei 11.644/08, publicada em março do ano passado, acrescentou o artigo 442-A na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), que diz: “Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego a comprovação de experiência prévia por tempo superior a seis meses no mesmo tipo de atividade”.

Na opinião do advogado trabalhista do Innocenti Advogados Associados, Ricardo da Silva Martinez, é pouco provável existir um esforço contínuo do governo em verificar o cumprimento dessa lei.

“As empresas deverão ser cuidadosas, tomando as precauções devidas no momento de anunciar uma oportunidade. Isso porque, se ficar constatada a infração, haverá descumprimento da norma trabalhista e a empresa poderá sofrer uma multa do Ministério do Trabalho e ainda ser processada pelo candidato a uma vaga por danos morais. Atualmente, poucos jovens conhecem a lei, mas as empresas, em contrapartida, não colocam mais no anúncio que exigem experiência de tantos meses”.

Cargos de liderança

Nos cargos de gerência ou liderança, a experiência é um quesito muito importante. Dessa forma, como as empresas podem checar se um determinado profissional está apto para exercer as atividades da vaga disponível?

“As empresas não estão obrigadas a contratar pessoas inexperientes para cargos que exijam maturidade e experiência profissional, ou seja, uma empresa que busca um profissional sênior ou pleno não contratará um trainee ou um recém-formado com seis meses de experiência”, adverte Martinez.

Para a consultora de recrutamento e seleção da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Claudia Callé, hoje o RH das empresas está muito consciente do seu papel frente à lei, sendo mais flexível. Entretanto, para cargos nos quais é indispensável experiência e maturidade profissional, como executivos e líderes de área, os recrutadores fazem uma análise criteriosa sobre as experiências e competências necessárias para o exercício da função. Para realizar a análise, o currículo é a ferramenta mais utilizada, já que contém os períodos de permanência nas empresas.

Outras funções

Na hora de escolher um candidato durante um processo seletivo, sem ser para cargos de liderança ou de gerência, os departamentos de RH costumam identificar o profissional adequado para a necessidade da empresa por meio de uma entrevista por competência.

“Utilizamos a metodologia de entrevista por competência, que é uma entrevista baseada nas experiências pessoais vivenciadas pelo profissional. Assim, peguntas comuns neste processo são: relate a sua última estratégia de negócios desenvolvida para a empresa; conte uma situação em que a sua equipe interpretou uma informação sua de maneira equivocada. Como você driblou isso? O objetivo desse tipo de avaliação é verificar como o candidato provavelmente se comportaria no futuro, baseado nas suas ações do passado”.

Fonte: www.administradores.com.br – Por Luana Cristina de Lima Magalhães – InfoMoney

05/jun Estratégias
RH
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