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Mistura Mágica

A diversidade é uma fonte valiosa de inovação.

Confira as dicas de executivos e especialistas para montar a equipe perfeita.

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Quem procura por um exemplo de diversidade no ambiente de trabalho pode olhar para o escritório paulista da Wunderman, agência de marketing do grupo de propaganda WPP.
O vice-presidente de criação, Eco Moliterno, é poeta, ateu, formado em publicidade e propaganda.
A diretora de tecnologia, Tarcila Steter, é astrofísica, judia e se diverte pesquisando números primos.
Na equipe, de 250 pessoas, há músicos, historiadores e matemáticos (veja alguns deles na galeria acima).

A variedade é intencional.

A Wunderman começou a contratar pessoas de múltiplas origens em 2006, para reunir mentes diferentes.
“Uma equipe com alto grau de diversidade inova mais e mais rápido”, diz Adilson Batista, vice-presidente executivo da Wunderman.
A estratégia trouxe resultados.
Em 2006, a agência crescia 30% ao ano.
Para 2008, a previsão é crescer 41%.
“Somos um caldeirão de idéias”, afirma Adilson.
Segundo estudo da consultoria Robert Half, políticas de diversidade têm impacto direto na performance da empresa.
Quanto mais ampla é a variedade cultural, sexual, religiosa, etária e educacional dos funcionários, maiores as chances dessa organização ter bons resultados.
“Um brainstorming com pessoas iguais tem grandes chances de produzir apenas idéias iguais”, diz Roberto Britto, gerente da Robert Half.
Hoje, os gestores tiram pouco proveito da diversidade, o que é um desperdício, segundo a professora canadense Martha Maznevski, da escola de negócios suíça IMD.
“A diversidade é uma fonte gratuita de inovação.
Basta aproveitar as idéias que os empregados têm”, diz Martha.
Para quem quer estimular e aproveitar os benefícios que uma boa mistura pode trazer para seu desempenho profissional e, conseqüentemente, para sua carreira, vai aí um manual com dicas de executivos e especialistas no assunto.
Confira.

Desenvolva sua “inteligência cultural”.
Segundo Caroline Marcon, do Hay Group, consultoria de RH de São Paulo, essa competência é cada vez mais exigida.
“É preciso ter entendimento das culturas e nos ambientes mais distintos.”

Reúna pessoas diferentes.

Há anos, a professora Tania Casado, da Fundação Instituto de Administração (FIA), estuda o comportamento do gestor na hora de contratar pessoas.
“A maioria escolhe profissionais com perfil semelhante ao seu”, diz Tania.
A recomendação é clara.
Busque pessoas com outros pontos de vista, outras vivências.
“Quem traz pessoas diferentes para sua equipe tem mais chances de corrigir erros e enxergar outras soluções.”

Mantenha uma amostra da clientela na equipe.

Se você tiver na equipe uma amostra da diversidade dos consumidores dos produtos de sua empresa, possivelmente terá mais facilidade para conhecer e atender suas necessidades e expectativas.
“Quando há pessoas diferentes num time, há mais idéias e sugestões para impulsionar os negócios e satisfazer os clientes em várias partes do mundo”, diz Martha.

Promova o respeito.

Não basta reunir pessoas diferentes se suas opiniões e questionamentos não forem levados em consideração.
Para superar os conflitos, que não são raros em ambientes em que há diversidade, é preciso colocar o respeito acima de tudo.
“Ter pessoas diferentes numa equipe não significa ter diversidade.
É necessário que suas contribuições sejam levadas em conta”, diz Gisleine Camargo, gerente de assessoria em gestão de RH da KPMG, de São Paulo.

Evite os estereótipos.

Tome cuidado para não tratar a diversidade de maneira superficial.
É preciso conhecer profundamente as diferenças, mapeá-las e digeridas, para evitar preconceitos.
“Esse mapeamento é muito mais do que criar estereótipos.
Significa alcançar um entendimento cultural profundo”, diz Martha.

Invista na boa comunicação.

Pode acreditar, quando se fala em diversidade cultural, a língua não é o principal entrave.
Uma comunicação eficiente depende do conhecimento de algumas peculiaridades culturais.
Um exemplo? Raquel Alvarenga, gerente de recursos humanos da Whirlpool, de eletrodomésticos, viveu uma saia-justa numa reunião nos Estados Unidos.
“Conversei com chineses e saí de lá achando que estávamos totalmente de acordo sobre algumas decisões.” Engano.
Quando voltou ao Brasil, Raquel aprendeu que os chineses fazem sinal afirmativo apenas para dizer que entendem o que o interlocutor diz, mesmo que não concordem com ele.
“Aprendi a lição.
Hoje, dou um jeito de confirmar tudo por e-mail”, afirma Raquel.

Saia do seu mundinho.

O primeiro passo para aprender com a diversidade é entrar em contato com pessoas diferentes de você.
Veja o alerta da inglesa Natasha Patel, de 26 anos, que trabalha no Brasil há dois anos como consultora da Hays, empresa de recrutamento de executivos: “Tenho a impressão de que as pessoas em São Paulo circulam apenas entre grupos de amigos com as mesmas características, mesmo nível social, mesma formação”.
Sua dica? Aproveitar a diversidade que existe na cidade para aprender o novo e mudar “o pensamento”.
“Na Inglaterra, todo mundo é inglês.
Aqui, no escritório, temos pessoas de todos os cantos do mundo e do país.
Tem gente da França, de Recife, do interior de São Paulo.
É uma mistura boa”, diz Natasha Patel.

fonte:vocesa

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